[fonte: cplp.org]
2. A nível pessoal, gosto de fazer compras responsáveis. Saber a origem dos produtos que compramos, nomeadamente das roupas que vestimos, e recusar aqueles cuja a produção exigiu mão-de-obra escrava e/ou infantil é uma forma simples de combater o problema na fonte. Sem consumidores, não há consumo. Sem consumo não há produção. Dir-me-ão: é difícil ter a certeza do que se passa nos fornecedores asiáticos (e outros que tais) que produzem matérias primas para as marcas... Podem ter a atitude radical (e muito do meu agrado) de comprar apenas produtos de origem portuguesa. Alternativamente, podem procurar nos websites das marcas informação sobre sustentabilidade, preocupações sociais, etc. (nem que seja 'para inglês ver', é mais do que não ligar nada ao tema). Podem simplesmente boicotar marcas que apareçam associados a escândalos como o desastre nas fábricas do Bangladesh em 2013. Algures no meio há espaço para tornarmos as nossas escolhas cada vez mais responsáveis.
3. Último ponto sobre este Dia, principal motivo para a escrita deste post, uma homenagem a Kailash Satyarthi. Kaliash, juntamente com Malala Yousafzai, foi distinguido com o Prêmio Nobel da Paz 2014. É um ativista indiano que luta pelos direitos das crianças, fundador da Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salvem as Crianças), que já libertou mais de 83 mil crianças de diversas formas de escravidão. É muito por causa deste homem que a Organização Internacional do Trabalho adoptou medidas rígidas contra o trabalho infantil. Medidas estas que têm sido introduzidas como linhas orientadoras para governos de todo o Mundo. [há mais na wikipedia]


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