[fonte: smh.com.au]
2. O mesmo se aplica à alimentação. Dependendo da idade da criança, convém pensar na eventualidade de não ter acesso fácil ao leite adaptado, às papas de fruta, às sopas raladas, nos dois dias seguintes. Por isso, preparar uma merenda reforçada, para o que der e vier.
3. Beber e oferecer. Seja por causa do ar condicionado dos aviões, seja pelo calor dentro do carro, as viagens predispõem à desidratação. Deve-se por isso oferecer muita água às crianças. (Água não é sumo nem refrigerantes. O contéudo em açucar destes predispõem ainda mais à desidratação.) Mesmo nos bebés amamentados deve-se oferecer água. A água desde que seja potável não precisa de ser fervida.
4. Brincar. Se vamos estar 4 ou mais horas num avião, é bom que tenhamos com que entreter as crianças. Obviamente, a idade da criança vai influenciar nas escolhas. O leitores de DVD e os tablet permitem ver vídeos e até jogar jogos. Os livros também são óptimos e até puxam para o soninho. Mesmo assim, a criança vai se cansar, principalmente se estiver num carro onde nem se pode levantar. Poense em jogos que possam fazer a dois. Aproveite a 'panca' do momento. Por exemplo, com o JM temos brincado às somas dos números e a imaginar as formas nas nuvens.
5. Fazer pausas frequentes. O ser humano não foi feito para estar sentado no mesmo sítio durante longos períodos de tempo. Se uma viagem é feita de carro, é importante parar de tempos a tempos (2 em 2 horas ou 3 em 3 horas). Estes momentos são importante para os pais descansarem do volante, desentropecerem as pernas e beberem um café. São também momentos óptimos para as crianças descarregarem as baterias que vão acumulando durante as horas de viagem. Mesmo em viagens de avião ou de combóio, estabeleça metas até à próxima 'pausa'. Por exemplo, quando chegar à hora X, vamo-nos levantar e lavar a cara; quando passarmos a estação Y, vamos ver quem encontra a primeira motorizada, etc. As crianças funcionam muito bem por objectivos estabelecidos.
6. Medicar para dormir. O sonho de qualquer pai é que a criança adormeça assim que embarca e acorde já no seu destino. Sinceramente, acho que não devemos forçar esse sono por meio de medicamentos. Primeiro, porque vai interferir com as rotinas de sono no local de férias, o que só por si já costuma ser um problema. Segundo, porque vejo as viagens também como uma oportunidade. Uma oportunidade dos pais estarem com os filhos e viverem este desafio de se entreterem mutuamente e estarem quietos durante tanto tempo em conjunto. Mas há pais e pais, crianças e crianças, e eu nao sou fundamentalista. Para aqueles que não aguentam mesmo viagens muito longas existirá sempre a hidroxizina (vulgo Atarax) e o diazepam (vulgo Metamidol). São dois ansiolíticos leves que se costumam prescrever na idade pediátrica. Como todos os fármacos, eles também poderão ter efeitos adversos. Uma pequena percentagem das crianças desenvolve euforia e irritabilidade (o exacto contrário do que se pretende), pelo que aconselho sempre testar uns dias antes, em casa. Não vão querer um destes ataques de euforia no dia da viagem... Ambos exigem prescrição médica, pelo que deverá sempre falar com o médico/pediatra assistente da pertinência da sua toma.
Dica de quem fez uma viagem de carro de mais de 1000 kms com uma criança de dois anos e meio... Mesmo planeando a viagem para ser feita em 2 dias (com uma noite bem dormida numa caminha quente pelo meio), um grande erro é querer chegar ao destino com hora marcada... Uma viagem assim nunca será feita em tempo record, e temos que dar à criança tempo para brincar fora do carro e de parar sempre que seja preciso... prever a hora de chegada, com antecedência é práticamente impossivel...
ResponderEliminarDica muito útil sem dúvida.... É escusado viver obssecado com horas...principalmente de férias.
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