[fonte: nbclosangeles.com]
Como destralhares o quarto dos teus filhos?
Rita Domingues
A semana entre o Natal e a Passagem de Ano é, para muitas pessoas, um período de reflexão. Por esta altura olhamos para trás, para o que fizemos, o que aprendemos, o que errámos, e olhamos para a frente, entusiasmados com o Novo Ano que aí vem, fazendo imensos planos e elaborando resoluções que vão tornar a nossa vida fantástica. Estas resoluções, no entanto, raramente são cumpridas, basicamente porque o nosso córtex pré-frontal não está preparado para lidar com a enorme força de vontade que é necessária para levar as resoluções a bom porto.
Devemos, sim, fazer uma coisa de cada vez – e começar o Ano Novo com um destralhamento! Destralhar não só a casa, mas também a nossa vida, dá-nos mais espaço físico, mental e emocional para lidar com coisas mais complicadas e exigentes – como as resoluções de Ano Novo ou outros objectivos pessoais e profissionais que queiramos atingir.
Assim, o que proponho em primeiro lugar é fazeres um destralhamento à tua casa. Não precisas de fazer tudo num só dia. Se te sentires assoberbado, podes destralhar e arrumar apenas uma gaveta por dia. O importante é teres em mente que o espaço físico à nossa volta condiciona o nosso estado de espírito e, portanto, o destralhamento da casa é um processo que deve ser prioritário e repetido com a frequência necessária.
Para começar, pega em dois sacos, percorre a tua casa, olha em redor de forma crítica e desapegada, e decide rapidamente se precisas de todos esses bibelots, recordações, molduras, etc. Coloca num dos sacos tudo o que já não estiver em condições para ser usado, ou seja, tudo o que for lixo, e no outro saco as coisas que podem ser vendidas ou dadas, como livros que já não vais mais ler. Os objectos que decidires manter devem ter um lugar específico para serem guardados. Se alguma coisa não tem lugar é porque não é precisa.
Pode ser difícil desapegares-te emocionalmente das coisas, mas lembra-te que não são as coisas que temos que definem quem somos. As nossas recordações estão em nós e não nas coisas. Tem isto presente quando estiveres a pensar no destino a dar a uma prenda de Natal de que não gostas ou não te faz falta; não a mantenhas porque não queres ofender o presenteador.
Depois de destralhares a tua casa e de teres envolvido os teus filhos neste processo, quanto mais não seja como espectadores, ocupa-te do quarto deles. Se os teus filhos tiverem idade suficiente, dá-lhes os dois sacos ou caixas. Explica-lhes que eles não precisam de tantos brinquedos e poderão dar alguns com que já não brincam a outros meninos que não têm brinquedos. Tudo o que estiver partido, estragado e não dê para aproveitar, é para ir fora. Pode ser difícil para os miúdos escolherem brinquedos para dar; se assim for, faz o destralhamento por eles. O mais provável é eles não se lembrarem de todos os brinquedos que têm e, por isso, não sentirão a sua falta.
Depois de destralhares a casa e de respirares de alívio por teres agora um espaço mais liberto e arejado (figurativa e literalmente), destralha a tua vida. Elimina compromissos que não te interessam para teres mais tempo para coisas mais importantes. Aprende a dizer não. Define as tuas prioridades. Elimina tudo o que não se enquadra na tua visão de vida. Torna-te implacável e rejeita tudo o que te suga o tempo. Preocupa-te em primeiro lugar contigo, arranja tempo para ti, para as tuas coisas, e não dês desculpas para não viveres a vida que queres e que está ao teu alcance. Ao fazeres isto, tornar-te-ás uma pessoa mais plena e serena – e só assim poderás tornar mais felizes os outros à tua volta…
simples..parece...e quando a criança começa a chorar porque não sabe se o menino a quem vai dar o peluche o vai tratar bem???e quando este sentimento de amor profundo se estende a 399 peluches???? ahahah...este é o desafio, ajudar uma criança naturalmente "apegada" a desfazer-se de alguns brinquedos..
ResponderEliminarBTW...sendo o meu primeiro comentário acho justo dar-lhe os parabéns por este "cantinho"...não só pela utilidade, variedade de temas, pertinência dos mesmos, como também pela forma elegante e coloquial com que escreve!
e vou ser atrevida desejando a todos um FELIZ 2014!