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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Iniciação precoce ao culto Star Wars: a propósito de um caso

Não sei se repararam, mas no dia imediamente a seguir ao André ter publicado Star Wars,a Fronteira, e 4 Conselhos para o novo filme do J.J. Abrams, a Disney (nova proprietária da Lucas Film) anuncia a data de estreia do novo episódio da saga. A data para a estreia do tão esperado Episode VII é 18 de Dezembro de 2015 e as filmagens começarão na Primavera do próximo ano. Podem ler a notícia aqui.

Estive a rever outros dois outros posts do André sobre a temática e devo dizer que tenho alguns reparos a fazer ao que escreveu em Star Wars – ver porque ordem e a partir de que idade? (Parte I) e (Parte II). Longe de mim criticar alguém que parece ter o tal efeito cósmico sobre os produtores da saga, até porque concordo na generalidade com o conteúdo dos posts. No entanto, existem duas ou três constatações domésticas que me fazem discordar com alguns dos pontos. Passo a explicar.

O Andŕe conclui que «a partir dos 7 anos talvez possa começar a ser uma boa ideia». Eu desconfio que será bem mais cedo. Com a entrada do Angry Birds em cena, o primeiro contacto das crianças de hoje em dia com o Star Wars é mais precoce e em ambiente mais divertido. O Darth Vader e os clone troopers não são mais que uns porquinhos a derrubar. Ainda por cima, basta-lhe atirar passarinhos à tola.

[fonte: vamers.com]

Cá em casa, começámos pelo Episode I, que o André diz que «faz cancro», razão pela qual não deve ser visualizado por humanos de qualquer idade. Eu assumi o risco. (Afinal de contas, se o mais pequeno tem um andarilho, porque é que o mais velho não pode ver o primeiro episódio da saga?) Não que o rapaz, com quase 4 anos, fosse capaz de se sentar a ver o filme de fio a pavio, mas ia, como sempre, vendo a espaços. Entre uma ida a casa de banho, uma corrida à volta do sofá, um chuto na bola, um chuto no andarilho, lá se sentava a ver algumas cenas mais emocionantes. Lutas com sabres de luz são sucessos garantidos. Tiros entre naves espaciais também. Mas a corrida da liberdade protagonizada pelo pequeno Anakin (a meu ver injustamente adjectivado de «miúdo irritante») foi a vencedora. Deixo-vos aqui para reverem e reflectirem se não tem tudo o que uma criança de quase 4 anos adora.


Apesar de se tratar do estudo de um caso apenas, julgo que é possível concluir que não só o Episode I não é de se deitar fora como pode ajudar na iniciação precoce ao culto Star Wars. Quase quatro anos pode ser cedo para a criança perceber toda a história e parentescos das personagens, assim como o conceito da Força. Por outro lado, se nós também fomos compilando toda a informação aos pedaços e ao contrário sobrevivemos, acho que os nosso filhos também aguentam.

3 comentários:

  1. Concedo a questão da idade. Talvez aos 5, 6 (não sei se aguento mais tempo). Em relação aos Angry Birds, e ao Episódio I, é tudo tão errado. Eu sei que vai acontecer mais cedo ou mais tarde, mas cá em casa não. Quanto muito os (muito bons) desenhos animados das Clone Wars. Quando muito. Mas o início deveria ser sempre o Episódio IV. :-> abraço!

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    1. Na questão da sequência, concordo contigo. Incauto, eu próprio estive por estes dias a ver do 1 até ao 6 seguido. Arrependo-me. Vou deixar passar um tempo para rever coma sequência clássica. Outros pontos de forte concordância, em relação ao 1: jar jar binks deveria ser banido e a santíssima trindade mui mal explicada. abraço!

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  2. Antes de mais, parabéns pelo blog, que vou seguindo com a assiduidade possível, mas não suficiente.

    Aqui em casa começamos precisamente pelo Episódio IV, ainda que por mero acaso. O 'piolho' da família (com quase 5 anos) constatou, ao fim de uns minutos de filme, que não havia 'porcos' no enredo. E perante tamanha desilusão, só os nossos dróides favoritos o mantiveram atento à história. Tenho de confessar que se não fosse pela fascinante componente musical e os sempre admiráveis sabres de luz, o 'piolho' nunca teria ultrapassado a ausência dos porcos...

    Não duvido que com 7 ou 8 anos a experiência seja mais proveitosa, mas no nosso caso propiciou-se agora e obviamente que os Angry Birds tiveram um papel fundamental. Há muito tempo que lhe vinha a explicar que não tinham feito 'um filme' do Angry Birds Star Wars, tal como os Stormtroppers não eram 'porcos disfarçados'. Mas decidi preparar caminho e explicar-lhe que as lutas dos filmes são como as das histórias: apesar de serem pessoas e não pássaros e porcos, só existem na fantasia. E acho que com isso dei conta de qualquer intenção de vir a usar o sabre de luz dele de forma menos amistosa. :)

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