(Mini-)férias finalmente

O fim-de-semana acabou mal, com uma noite (do dia) da criança passada, no bloco, a operar. Eram duas e meia da manhã quando saí de Braga. Já fui mais novo e custa-me cada vez mais recuperar das noites mal dormidas. Ainda por cima, precisei de ultimar alguns pormenores do VII Congresso Nacional de Cirurgia Minimamente Invasiva, razão primeira que me trás ao Algarve. Como farei ponte até ao 10 de Junho, o resto da família juntar-se-á daqui a dias. Aproveitaremos para celebrar-se os 7 anos de casados.

Até lá, foquemo-nos no congresso. O Congresso Nacional de Cirurgia Minimamente Invasiva é organizado pela SPCMIN (já falei dela aqui). Tem um conceito diferente dos restantes congressos cirúrgicos, porque junta todas as especialidades e cada uma delas pode mostrar o que faz (ou pretende fazer) na mini-invasão, ou seja, o que cada especialidade faz para tornar a cirurgia menos agressiva para os doentes. O exemplo mais conhecido é o da cirurgia laparoscópica (a tal feita por furinhos), mas há mais: há a cirurgia endovascular (feita por dentro de vasos), a cirurgia percutânea (picadas na pele) guiada por imagem (ecografia, fluoroscopia, etc.), cirurgia endoluminal (dentro dos órgãos), entre outros conceitos mais complexos. O giro deste congresso é termos ginecologistas, urologistas, gastroenterologistas, cirurgiões gerais, vasculares e pediátricos, todos a aprender uns com os outros, porque há técnicas que podem ser facilmente adaptadas de umas áreas para outras. Por isso, falar-se-á muito de cirurgia e inovação nos próximos 3 dias, duas coisa que me entusiasmam muito.

Agora, ainda tenho que preparar a apresentação para amanhã: tratamento da hérnia epigástrica na criança sem cicatriz. (Lembram-se deste post?) Depois, virão as férias propriamente ditas, mas, se quiserem deixar já sugestões de visitas e restaurantes entre Faro e Albufeira, a gerência agradece.

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