Então o dia do pai?

Almoço prolongado com direito a actuação conjunta dos meninos da pré-primária. Plateia exclusiva para pais. Estes muito babados. Para mim (e também para o JM) foi uma estreia. De manhã, quando a Mãe o foi deixar, o rapaz terá acusado um «estou nervoso». Eu nem tanto, mas confesso que durante a actuação tive que disfarçar várias vezes uma comichão ligeira no canto do olho.

Depois de ouvirmos o coro de pequenos cantores, cada um dos pais foi ter com o respectivo filho à sua sala de actividades. Como a nossa sala era a dos mais pequenos, logo a dos estreantes, a excitação era visível na cara dos miúdos e dos graúdos. Primeiro, o presente: um porta-cartas DIY (estamos a melhorar em relação ao ano passado). Depois, uma visita guiada do JM ao cantinho das mochilas, ao lavatório, ao mictório e à pista improvisada de 'luta de carros' mas onde agora a educadora não deixa mais brincar... Eu: «Porquê?». «Porque temos estes trabalhos para os pais.» Agora, a apontar: «Este é o meu! Pode ler.»
O texto termina com «leva-me a pouco sítios. É mesmo muito meu amigo.» Fico na dúvida se se trata de uma crítica, de um elogio, ou apenas sarcasmo do género ainda-bem-que-me-leva-a-pouco-sítios-porque-a-Mãe-sabe-guiar-bem-melhor.

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