As coisas já estão a voltar ao normal cá em casa (I)

O MM já recuperou o seu apetite voraz, pelo que em breve recuperará o peso que perdeu. Terá que manter o antibiótico endovenoso uma vez por dia, o que obriga a uma visita diária ao hospital. Olhando agora há distância de uns dias, parece que o sofrimento foi em vão. O facto de saber demais e já ter visto muitos filhos dos outros com bacteriémia a agravarem subitamente (alguns nos cuidados intensivos) foi um tormento. Assim que , no Sábado, soube que analiticamente, o MM estava a piorar, foi como viver o pesadelo dos seus primeiros dias de vida de novo.

Quando olho para trás, vejo quão bom foi ter optado por fazer férias em Portugal. O SNS de saúde mal ou bem funciona e responde às nossas emergências. O atendimento no Hospital de Faro foi de primeira. Desde a pediatra de serviço naquela Quinta-feira, às enfermeiras e auxiliares de urgência, todos prestaram a maior atenção ao MM. (E não foi por eu ser médico, porque bem vi a tratarem todas as crianças que lá estavam com igual dedicação). Um pessimista agarrar-se-ia ao facto da enfermeira do Centro de Saúde de Albufeira se sentir incompetente para 'picar' uma criança tão pequena. Eu felicito os bons serviços de saúde que temos em Portugal, que permite encontrar outras opções, ainda que particulares, como o Hospital Particular do Algarve, onde uma enfermeira com experiência em pediatria foi capaz de puncionar uma veia tão pequenina à primeira.

E, claro!, o Hospital da Arrábida, que eu já conhecia (e bem), tem um pediatra presente 24 horas por dia. Isto é raro nas clínicas privadas, mas dá uma tranquilidade aos aos pais que têm os filhos internados. Para mais, as caras conhecidas eram caras de pediatras e enfermeiras que eu sabia serem da maior competência. Eu dispensava uma experiência tão pessoal, mas ter o miúdo internado no Hospital onde opero alguns 'filhos dos outros' deu-me o conhecimento de causa para garantir que ficam em boas mãos. A todos ele, obrigado.


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